De imortalitate

1º “O que é o homem?” é uma pergunta indutiva em seu sentido presente; 2º A explicação indutiva é apenas a expressão geral dos fenômenos, e não constitui hipótese alguma; 3º, Seja que homem ele for, ele o é em cada momento; 4º Em cada momento, os únicos fenômenos internos que apresenta são o sentimento, o pensamento e a atenção; 5º Sentimentos, pensamento e atenção são todos cognitivos; 6º Toda cognição é geral, não há intuição; 7º, Uma representação geral é um símbolo; 8º Todo símbolo tem uma compreensão essencial que determina sua identidade.

Quando eu, isto é, meus pensamentos, entro em outro homem, não levo comigo necessariamente todo meu ser, mas o que levo de fato é a semente da parte que não estou levando – e se carrego a semente de toda minha essência, carrego a de todo meu ser concreto e potencial.

PEIRCE,C. S. Semiótica. Trad. José Teixeira Coelho Neto. São Paulo: Perspectiva, 2015, p. 310.

 

Every single touch we ever touch each other
Every single fuck we had together
Is in a wondrous time lapse
With us here here at this moment
The history of touches
Every single archive
Compressed into a second
All with us here as I wake you up.

Björk, Vulnicura, History of Touches

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Comentário sobre uma canção da Björk em grupo do Facebook

Peço licença para compartilhar com vocês algo que é bem pessoal (e até meio cafona), mas que tem a ver com a Björk – que afinal é o nosso elo neste grupo. Acho que todos nós experimentamos o alumbramento com alguma regularidade, às vezes com as coisas mais insignificantes: você acha uma pedra diferente na calçada, segura, começa a delirar em cima dela, se esquece de onde está e para onde ia, ganha o dia por causa disso. Pois bem: tenho sido docemente empurrado para o Biophilia nos últimos tempos e hoje, há poucos minutos, descambei em “Solstice”. Sabe quando você passa muito tempo em um lugar escuro, ou de olhos vendados, e então se joga na claridade e começa a ver aqueles pontinhos brilhantes por toda parte? Pois é, eu estou cheio desse fosfeno por dentro agora. Ela canta: “Quando seus olhos param sobre a esfera / que pende do terceiro galho de uma estrela / você se lembra por que está escuro / e por que torna a clarear”. E depois: “E então você se lembra / que você mesmo é um portador de luz / recebendo radiação dos outros”. Ajuda muito, até mesmo pra fugir do clichê sentimentalista, se você também tiver um olhar amoroso sobre a natureza das coisas – física, biologia, ciência enfim – que a Björk certamente tem, mas talvez até isso seja secundário. Talvez baste a voz limpa, a respiração (já repararam?) e a melodia tão sugerida quanto realizada pelas cordas, ou nem isso. Eu honestamente não sei explicar com boas palavras o que eu estou sentindo agora: é um tipo de fome de tudo, uma curiosidade enorme, uma vontade doida de participar (mais e melhor) disso. Enfim, se nada disso faz sentido pra vocês, por favor relevem… e prestem mais atenção no Biophilia porque esse disco é bonito pra caralho.

 

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“I lie”

Spotify surprised today me with the track “I lie”, from this album, among the random list they make every week based on my listenings. I was deeply enchainted. Because of this song I decided to write this list e start – right now – my musical reeducation, postponed for so long.

As I read in Wikipedia, it’s based on the Hans Christian Andersen’s homonym fairytale.  From that I got to catch from lyrics and melody, I think I could feel the cold of that New Year’s Eve from here… but, happily, not only. In one word it’s: beautiful.

According to this site, here are the original Yidish lyrics followed by the English translation (unfortunately with one missing verse):

“Leyg ikh mir” (by Joseph Rolnick):

Leyg ikh mir in bet arayn
Un lesh mir oys dos fayer
Kumen vet er haynt tsu mir
Der vos iz mire tayer
Banen loyfn tsvey a tog
Eyne kumt in ovnt
Khõher dos klingen
Ð glin glin glon
Yo, er iz shoyn noent
Shtundn hot di nakht gor fil
Eyns der tsveyter triber
Eyne iz a fraye nor
Ven es kumt mayn liber
Ikh her men geyt, men klapt in tir,
Men ruft mikh on baym nomen
Ikh loyf arop a borvese
Yo! er iz gekumen!

“I lie”:

I lie in bed
and turn out the light
my beloved will come today

The trains come twice a day
one comes at night
hear them clanging
– glin, glin, glon
Yes, he is near
The night has many hours
each one sadder than the next
only one is happy
when my beloved comes
Someone comes, someone knocks
someone calls my name
I run out barefoot
Yes, he has come.

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Latine loquor. Non bene, sed loquor.

Felix sum quia hodie mane Assimilis cursum Linguae Latinae conclusi et paucas lectiones careo ut grammaticam magnificam quoque perageam. Gestae, carmina poemataque latine conceptis vitae meae cottidianae jam sunt partes. Notum est quod facile loqui latine adhuc non possum, sed hoc omnino grave non est: omnis dies opportunitatem meliorandi portat. Linguas discere semper fuit mihi peregrinandi modus; cum lingua latina, immaginatio mea peregrina non solum in spatio ambulat, sed etiam tempore. Ubi sunt vos, o latine loquentes? Auxilium mihi ferre potestis? Et nunc: gratias omnibus vobis ago. Spero me cum hoc textus molestum non esse!

Fabella (vel Parabola) optima Phaedri

1. Ecce mea praedilecta Phaedri fabella, quid heri primo tempore legi:

106. AUCTOR

Sensum aestimandum esse, non verba

Ixion quod versari narratur rota,
volubilem Fortunam iactari docet.
Adversus altos Sysiphus montes agens
saxum labore summo, quod de vertice
sudore semper irrito revolvitur,
ostendit hominum fine nullo miserias.
Quod stans in amne Tantalus medio sitit,
avari describuntur, quos circumfluit
usus bonorum, sed nil possunt tangere.
Urnis scelestae Danaides portant aquas,
pertusa nec complere possunt dolia?
Immo, luxuriae quicquid dederis, perfluet.
Novem porrectus Tityos est per iugera,
tristi renatum suggerens poenae iecur?
Quo quis maiorem possidet terrae locum,
hoc demonstratur cura graviore adfici.
Consulto involvit veritatem antiquitas,
ut sapiens intellegeret, erraret rudis.

In Phaedri Appendice Perottina

2. Sou desses que aprende improvisando. Alguém sugere algo melhor do que aquele “primo tempore” ali em cima?

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De luce inaccessibile

1.

paraiso-de-dante

Dante et Béatrice au Paradis par Gustave Doré.

2. Ecce quod hodie feci:

Versi originales:

“Domine, si hic non es, ubi te quaeram absentem?
Si autem ubique es, cur non video praesentem?
Sed certe habitas <<lucem inaccessibilis>>.
Et ubi est lux inaccessibilis?
Aut quomodo accedam ad lucem inaccessibilem?
Aut quis me ducet et inducet in illam,
ut videam te in illa?”

Proslogion Anselmi Cantuariensis in capitulo I.

Versi Lusitanice a me conversi:

“Senhor, se não estás aqui, onde hei de procurar-te ausente?
Se todavia estás por toda parte, por que não te vejo presente?
Mas é certo que habitas uma “luz inacessível”.
E onde está a luz inacessível?
E como vou me aproximar da luz inacessível?
E quem vai me conduzir e nela me introduzir
para que nela eu te veja?”

Proslogion, de Anselmo de Cantuária, no capítulo I.

3. Questo passaggio è stato molto più facile da leggere di quel bel poema di Catullo, però mi sono stato sorpreso lo stesso di capirlo senz’aiuto. Amo davvero il Proslogion. Inoltre, direi che questo è il mio primo tentativo di traduzione diretta. Va bene che è un latino facile da capire e la mia versione non è così esatta, comunque è come dicono: Roma non uno die aedificata est.

4. Sem falar nas intuições waldomóticas que eu tive com o texto e a imagem, mas isso não cabe a mim explicar agora.

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Anotações

1. Paciência, uma boa conexão de internet e algum tempo livre são o primeiro passo para qualquer pessoa dominar o mundo;

2. Algum tempo livre = 1 ou 2 horas por dia.

Pour ne pas oublier

J’aime beaucoup cette voix, l’harpe, tout. Un souvenir brétain d’une amie française qui j’ai connu à Vénise.

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Hodierna Phaedri fabella

77. ASINUS ET GALLI

Qui natus est infelix, non vitam modo
tristem decurrit, verum post obitum quoque
persequitur illum dura fati miseria.

Galli Cybebes circum in questus ducere
asinum solebant, baiulantem sarcinas.
is cum labore et plagis esset mortuus,
detracta pelle sibi fecerunt tympana.
rogati mox a quodam, delicio suo
quidnam fecissent, hoc locuti sunt modo:
<<Putabat se post mortem securum fore:
ecce aliae plagae congeruntur mortuo!>>

In libro quarto Fabellae Phaedri

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Desobediencia epistémica

1. Last night: Привет! Как у вас? Меня завут Марсель. Каждый день я пишу что-нибудь здесь для улучшить мой русский. Это не легко, но я очень люблю этот язык. И я буду изучать его!

2. This morning:

!בוקר טוב! יש לי לחם, גבינה, עוגת שוקולת ותה ירוק. אתם רוצים? לא? בסדר. להתראות

3. Linguam Latinam hora matutina etiam studui sicut semper ago. Ea sine ullo dubio lingua mea predilecta est. Tantus est ad discere! Malim eam tuta die studere quam quidlibet facere…

4. Few minutes ago: “Ψυχή” είναι η αγαπημένη ελληνική λέξη μου.

5. Y ahora debo escribir un resumen de un texto muy interessante llamado Desobediencia epistémica, del sociólogo argentino Walter Mignolo. En portugués, por supuesto.

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